quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ford Focus

Em julho de 2007, adquiri um Ford Focus 1.6 GLX Flex. Lembro que naquela época, estava entre o Focus, o Stilo (que eu já havia dirigido) e o Peugeot 307, que na época era novidade no Brasil. Analisando a relação custo x benefício, bem como pesando itens como seguro, manutenção, dirigibilidade e, muito baseado, nos test-drives feitos pela Revista Quatro Rodas, fiquei com a intenção de comprar o Focus.

Num destes sábados, que costumo ir a Porto Alegre para passear com a família, resolvi passar numa concessionária (a antiga SuperAuto da Farrapos). E, pra sorte ou azar, naquele dia tinha um GLX prata disponível. Assim, o negócio foi bem rápido. Proposta do vendedor pra cá, contraproposta pra lá e saímos para almoçar, com o acordo de dar uma resposta na tarde daquele mesmo dia. Depois de fazer uma rápida análise durante o almoço resolvemos adquirir o veículo. Depois de mais alguns dias, para a entrega do veículo, começa uma longa trajetória de adoração pelo Ford Focus.

Aquele modelo (2007/2008), embora GLX era de difícil diferenciação do modelo mais simples, o GL, tendo em vista que o único diferencial externo eram os pneus de 15 polegadas, frente aos de 14 polegadas do GL. O único acessório que coloquei no Focus foi os faróis de neblina. Lembro que a revista em seus comparativos, quando colocava ele a frente dos outros hatches, sempre avisava que o carro não vendia mais, porque a Ford não tinha um marketing adequado para o mesmo. E ela tinha razão. Pouco tempo depois, saiu um comercial onde mostrava que os donos de Focus pensavam diferentes, onde todos iam para um lado (congestionado) e os donos de Focus iam para o outro. Daí em diante, o carro começou a vender bastante, pois tinha uma ótima relação custo x benefício.

Mas o principal fator que me levou a gostar do Focus é a sua dirigibilidade. É um veículo muito seguro, ágil e que proporciona muito prazer ao seu motorista, ou seja, o principal privilegiado é o motorista. Lembro que quando fiz a minha primeira viagem pra serra (Nova Petrópolis, Gramado e Canela) fiquei impressionadíssimo com o carro, porque o mesmo grudava nas curvas, transmitindo uma segurança que até então eu não tinha tido ao volante, possibilitando uma pisada mais agressiva do que cautelosa.

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No final de 2008, a Ford lança no Brasil, o Novo Ford Focus, que viria para substituir o Focus existente no mercado, após um bom período. É claro que naquele momento havia uma diferença gigantesca de valores entre os dois modelos (um custava uns R$ 45.000,00 e o outro uns R$ 60.000,00). Aí, a Ford resolveu continuar com o modelo antigo do 1.6, durante o ano de 2009, e neste caso, criou diferenciais externos para o modelo GLX (frisos, grade dianteira, retrovisores e aberturas das portas na cor do carro, bem como friso traseiro cromado e rodas de liga leve). Na parte interna, a única coisa que mudou e eu me lembre foi o rádio que passou aceitar MP3).

Então, chegou a hora de efetuar a troca do meu antigo Focus por um novo carro. A única e grande dúvida era: por qual Focus? O Focus 1.6 OLD ou o Novo Focus 2.0? Foi muito difícil definir. O Novo Focus era bem mais caro e ainda não tinha caído bem no meu gosto (ou será que era no bolso?). O OLD Focus seria um carro que logo parariam de fabricar e teria uma desvalorização maior. Foi um período de umas três ou quatro visitas a concessionárias, comparando os dois. Cheguei a fazer uma proposta para a vendedora da Copagra sobre o Novo Focus, mas que ela não aceitou, pois tinha uma boa diferença de valor. Como o restante da família preferia o antigo e como a esposa disse que não conseguiria dirigir o novo e como eu adorava o antigo, eis que compro o mesmo em agosto de 2009, recebendo o mesmo somente em 8 de outubro, pois o GLX só tinha sob encomenda. Opcionais: faróis de neblina e película. Como o carro é da mesma cor do antigo, muitas pessoas nem verificaram que eu tinha trocado, o que foi muito bom.

Hoje, ele já tem mais de um ano comigo, mas ainda dá para publicar umas fotos boas do mesmo.

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Ao compará-lo com o anterior, dá pra notar a grande melhora no visual, basicamente com o conjunto rodado, frisos e maçanetas na cor do carro e a película. Atualmente, ele está com, aproximadamente, 8.850 KM. A única desvantagem deste carro para o antigo é que este está consumindo bem mais gasolina/álcool que o outro, mesmo sendo o mesmo motor, o mesmo carro, tudo igual (até o motorista). Outro fator importante de ser frisado e que notei após a aquisição é que o carro estava mais travado que o anterior, ou seja, aquele papo de que carro novo não rende igual a um mais “amaciado”, é verdade. Agora, depois de um ano de uso, já não sinto mais o carro travado, como era no início.

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Mesmo após ter comprado o Focus, fiquei espiando o andamento das coisas para o Novo Ford Focus. Quando saiu a notícia de que seria lançado o modelo 1.6, para substituir o que comprei, e o modelo 2.0 Flex, eu pensei que a desvalorização iria começar a pegar pra valer no Novo Focus 2.0. Não deu outra: os preços vieram caindo de R$ 59.000,00 para R$ 57.000,00, para R$ 55.000,00. Quando chegou num patamar bom, eu resolvi deixar de somente procurar as concessionárias para acompanhar preços. Quando restavam pouquíssimas unidades (3) em Porto Alegre, resolvi fazer negócio. Fiquei entre o preto e o prata Atenas, que acabei escolhendo por ser uma cor diferenciada e que com o tempo dá menor impressão de desgate do carro. O Prata Atenas nem estava na loja para eu ver, mas como eu já tinha visto uns na rua, não tive dúvidas. No dia 31 de janeiro, fui na SuperAuto Show da Cavalhada retirar a máquina. Ele estava lá, reluzindo. Foi só o tempo de levá-lo pra casa e guardá-lo na garagem, pois como eu estava iniciando minhas férias, acabei viajando com o outro e deixando o novo parado por uma semana, até o meu retorno.

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No próximo post (que ainda vou montar), vou analisar as diferenças entre os dois carros. Nada de uma maneira muito técnica como fazem as revistas, mas sim com a visão de um usuário comum. Claro que algumas informações técnicas serão passadas, mas serão as mínimas possíveis.

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